(IN)COMPLETA

Mais um fim de semana que chega ao fim e aquele sentimento voltou. Deitada na cama, rolando de um lado para o outro, eu fico sem entend...


Mais um fim de semana que chega ao fim e aquele sentimento voltou. Deitada na cama, rolando de um lado para o outro, eu fico sem entender porque toda a felicidade que senti durante esses dias some quando o dia termina. E o peito esvazia, os olhos se enchem e o coração aperta. Mais uma noite fria em que me sinto simplesmente incompleta.

Eu tento preencher esse buraco com coisas 'que me fazem bem'. São dias regados a comidas extravagantes e gordurosas, bebidas que desidratam, cigarros cheios de fumaças falsas, pessoas tóxicas, abraços frouxos e beijos frios. Tudo para dar uma impressão enganosa de que, por um momento, estou completa. E no fim do dia, tudo foi por água abaixo, mas a minha mente sofre ainda mais em tentar decifrar o porquê dessa ingratidão, dessa insaciável sensação que, quanto mais eu tento, mais piora.

Seriam as falsas alegrias me dizendo que não é isso que devo fazer para ser feliz? Seria a minha auto-estima me largando quando mais preciso ser auto-suficiente? Seria a vida me provando que eu preciso encontrar a minha satisfação pessoal antes de abrir a minha vida para que outras pessoas contribuam com isso?

A dificuldade,porém, não é ser feliz. Quanto tenho mais um ser por perto, mais uma distração, algo para falsamente me preencher, tudo fica bem. Mas é me pegar apenas com a minha cabeça, comigo mesma, que tudo desaba. A felicidade compartilhada é tão fácil. Por quê é tão difícil ser feliz sozinho?

XOXO, LUNA

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